terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Tríduo Pascal no Foyer

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Tríduo Pascal no Foyer: " Eu sou a Ressurreição e a Vida."
24 a 27 de março de 2016.



segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Sejam bem-vindos!
Esta é a nossa Programação 2016.


18/01 a 24/01 – “Deus rico em misericórdia.”


04/02 a 10/02 – “Não tenhas medo, sou eu.”( Mc 6,50)


24/03 a 27/03 – Tríduo Pascal: “ Eu sou a ressurreição e a vida.” (Jo 11,25)


21/04 a 24/04 – “ Este é o meu Filho amado. Escutai-o!” (Mc 9,7)


13/05 a 15/05 – “Recebei o Espírito Santo.” ( Jo 20,22)


18/07 a 24/07 – Se conhecesses o dom de Deus.” ( Jo 4, 10)


12/08 a 14/08 – “ Santidade: um chamado para todos os batizados."

26/08 a 28/08 – Para os jovens missionários: “Vinde e vede!” (Jo 1,39)


08/09 a 11/09 – Para diáconos permanentes: “Ide, pois, fazei discípulos.” (Mt 28,19)


23/09 a 25/09 – Sobre a Doutrina Social da Igreja: “O ensino social cristão no dia a dia.”


30/09 a 02/10 – “Maria, Mãe da Misericórdia.”


17/10 a 23/10 “ A sabedoria de Deus e a verdadeira devoção a Maria, de Montfort.”


26/12 a 01/01/2017 – “ Eis que eu venho ó Deus para fazer a tua vontade.” (He 10,7)


Pregador: Pe. Bernard 

Pregador: Mon. José Maria - Reitor do Seminário de Petrópolis

Pregador: José Mario Carneiro

Pregador: Antonio Carlos Santini

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Programação dos Retiros em 2014

14/02 a 16/02
Retiro para Jovens: “Se tu o queres, Jesus, eu também quero – Descobrindo Chiara Luce”
 (André e Tássila)
 
27/02 a 05/03
“É esta a vontade de Deus: a vossa santificação”
( Pe. Bernard)
 
24/03 a 30/03
 
 
“ Deixai- vos reconciliar com Deus” ( Pe. Bernard)
17/04 a 20/04
Tríduo Pascal: “Eis o mistério da fé” (Pe. Bernard)
 
28/04 a 04/05
 
Retiro sobre São Paulo:
“Combati o bom combati, guardei a fé”
(Pe. Bernard)
 
16/06 a 22/06
“ Vinde, adoremos! ” (Pe. Bernard)
 
21/07 a 27/07
 
 
“ A quem iremos, Senhor?” (Pe. Bernard)
08/08 a 10/08
“ O Santo Rosário: uma iniciação ao Evangelho” (Santini)
 
25/08 a 31/08
 
 
“ A sinfonia da Salvação” (Pe. Bernard)
15/09 a 21/09
“Um só coração e uma só alma” (Pe.Bernard)
 
13/10 a 19/10
 
“Sabedoria de Deus e a verdadeira Devoção à Maria, segundo São Luís Maria Grignion de Montfort” (Pe. Bernard)
 
17/11 a 23/11
“A fé atuando pelo Amor” (Pe. Alexandre)
 
26/12 a 01/01
 
“Eis aqui a serva do Senhor” (Pe. Bernard)

 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012


PROGRAMAÇÃO 
RETIROS EM 2013

 21 a 27 de Janeiro   - " Eis-me aqui, ó Deus para fazer a tua vontade."
                                     (Pe. Bernard)

04 a 10 de Março     - “ Redescobrir o caminho da fé.”
                                      (Pe. Bernard)

28 a 31 de Março      - Tríduo Pascal – “ A fé atuando pelo amor.”
                                     (Pe. Bernard) 
                                                               
12 a 14 de Abril         - “Descobrindo Marthe Robin. ”
                                      (Pe. Bernard)

27/Maio a 02/Junho    - “Acolher o Deus Vivo.” 
                                      (Pe. Bernard)

06 a 08 de Setembro  - Retiro p/Jovens “A alegria de acreditar.” 
                                    (Pe. Bernard)

07 a 13 de Outubro   - “Sabedoria de Deus eVerdadeira Devoção à Maria,
                                     Segundo São L. M. Grignion de Montfort.”
                                     (Pe. Bernard)

25 a 27 de Outubro    - “ Maria, Mãe do Redentor.”
                                      (Santini)

11 a 17 de Novembro - “Eis o mistério da fé.” 
                                      (Pe. Alexandre)
                                                  
26/Dezembro a 01/Janeiro/2014 -   “ O Amor e a Verdade se encontrarão.”
                                                        (Pe. Bernard)



Para inscrever-se nos retiros ligue antecipadamente para 
(24) 2465.2288 ou envie e-mail para:

 foyerdemendes@yahoo.com.br



O que são os retiros de silêncio no Foyer de Charité?


Na tradição dos Foyers de Charité, há mais de 75 anos, os retirantes são acolhidos pessoalmente no seio de uma comunidade cristã que faz questão de que cada uma das pessoas possa sentir-se em casa, como numa família.
Um retiro é um passo pessoal, mas não solitário. Sereis acompanhados pela oração e a presença fraterna dos membros do Foyer e dos outros retirantes.
Um retiro na família do Foyer é um tempo favorável para a escuta interior, a oração e a meditação. Acreditamos no valor do silêncio que favorece o descanso, o respeito mútuo, o encontro com Deus. O retiro é vivido no silêncio, tendo a possibilidade de dialogar pessoalmente com um sacerdote ou um membro da comunidade. É um momento privilegiado para ser escutado, reconfortado, aconselhado.
Fazer um retiro nessas condições é deixar-se iluminar, encontrar referências, uma coerência de vida, em particular graças aos ensinamentos dados a cada dia. Eles aprofundam as grandes questões que todo ser humano carrega sobre a vida, sobre Deus. Eles são alicerçados nos textos da Bíblia e nos fundamentos da fé cristã.
O silêncio não dá Deus, mas Deus se dá no silêncio, partilhava Marthe Robin. Nossa experiência atesta que o valor do retiro vai coincidir com o valor do nosso silêncio. No início do novo milênio, na sua carta apostólica  nº 20, o papa J.P.II  escrevia que “só a experiência do silêncio e da oração oferece o ambiente adequado para amadurecer, e desenvolver-se um conhecimento mais verdadeiro, unido e coerente do mistério de Cristo, o Verbo encarnado”. A experiência pessoal de Marthe é muito esclarecedora:Como o silêncio é bom, é fecundo com Deus!... Nunca se deve ficar no limiar de sua alma; é preciso entrar em seu interior, ali descer, ali refletir, ali meditar, ali trabalhar e ali deixar-se trabalhar... face a face com Deus !
                                                                                                          Padre Bernard


PROGRAMAÇÃO 2013

 21 a 27 de Janeiro   - " Eis-me aqui, ó Deus para fazer a tua vontade."
                                     (Pe. Bernard)

04 a 10 de Março     - “ Redescobrir o caminho da fé.”
                                      (Pe. Bernard)

28 a 31 de Março      - Tríduo Pascal – “ A fé atuando pelo amor.”
                                     (Pe. Bernard)   
                                                                 
12 a 14 de Abril         - “Descobrindo Marthe Robin. ”
                                      (Pe. Bernard)

27/Maio a 02/Junho    - “Acolher o Deus Vivo.” 
                                      (Pe. Bernard)

06 a 08 de Setembro  - Retiro p/Jovens “A alegria de acreditar.” 
                                    (Pe. Bernard)

07 a 13 de Outubro   - “Sabedoria de Deus eVerdadeira Devoção à Maria,
                                         Segundo São L. M. Grignion de Montfort.”
                                    (Pe. Bernard)

25 a 27 de Outubro    - “ Maria, Mãe do Redentor.”
                                      (Santini)

11 a 17 de Novembro - “Eis o mistério da fé.” 
                                      (Pe. Alexandre)
                                                  
26/Dezembro a 01/Janeiro/2014 -   “ O Amor e a Verdade se encontrarão.”
                                                        (Pe. Bernard)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012


É NA COMUNIDADE ECLESIAL QUE A FÉ PESSOAL CRESCE E AMADURECE.

Bento XVI prossegue a catequese sobre a fé durante a Audiência Geral

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 31 de outubro de 2012(ZENIT.org) – Apresentamos a catequese do Papa Bento XVI sobre a fé, dirigida aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para a tradicional Audiência Geral de quarta-feira.

Queridos irmãos e irmãs,
Continuamos no nosso caminho de meditação sobre a fé católica. Na semana passada mostrei como a fé é um dom, porque é Deus quem toma a iniciativa e vem ao nosso encontro; e assim a fé é uma resposta com a qual nós O acolhemos como fundamento estável da nossa vida. É um dom que transforma a existência, porque nos faz entrar na mesma visão de Jesus, que opera em nós e nos abre ao amor a Deus e aos outros.  
Hoje gostaria de dar outro passo em nossa reflexão, começando mais uma vez, por algumas perguntas: a fé tem um caráter somente pessoal, individual? Interessa somente a minha pessoa? Vivo a minha fé sozinho? Certo, o ato de fé é um ato eminentemente pessoal, que vem do íntimo mais profundo e sinaliza uma troca de direção, uma conversão pessoal: é a minha existência que recebe uma mudança, uma orientação nova. Na Liturgia do Batismo, no momento das promessas, o celebrante pede para manifestar a fé católica e formula três perguntas: crês em Deus Paionipotente? Crês em Jesus Cristoseu único Filho? Crês no Espírito Santo? Antigamente, estas perguntas eram voltadas pessoalmente àqueles quem iriam receber o Batismo, antes que se imergisse por três vezes na água. E também hoje a resposta é no singular: ‘Creio’.Mas este meu crer não é resultado de uma reflexão minha, solitária, não é o produto de um pensamento meu, mas é fruto de uma relação, de um diálogo, no qual tem um escutar, um receber e um responder; é o comunicar com Jesus que me faz sair do meu “eu” fechado em mim mesmo para abrir-me ao amor de Deus Pai. É como um renascimento no qual me descubro unido não somente a Jesus, mas também a todos aqueles que caminharam e caminham pela mesma via; e este novo nascimento, que inicia com o Batismo, continua por todo o percurso da existência.Não posso construir a minha fé pessoal em um diálogo privado com Jesus, porque a fé é doada a mim por Deus através de uma comunidade que crê que é a Igreja e me insere assim na multidão dos crentes em uma comunhão que não é somente sociológica, mas enraizada no amor eterno de Deus, que em Si mesmo é comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo, é Amor trinitário. A nossa fé é realmente pessoal, somente se é também comunitária: pode ser a minha fé somente se vive e se move no “nós” da Igreja, só se a nossa fé é, a fé comum da única Igreja.

Aos domingos, na Santa Missa, recitando o “Credo”, nós nos expressamos em primeira pessoa, mas confessamos comunitariamente a única fé da Igreja. Aquele “credo” pronunciado singularmente nos une àquele de um imenso coro no tempo e no espaço, no qual cada um contribui, por assim dizer, a uma harmoniosa polifonia na fé. O Catecismo da Igreja Católica resume de modo claro assim: “‘Crer’ é um ato eclesial. A fé da Igreja antecede, gera, sustenta e nutre a nossa fé. A Igreja é a Mãe de todos os crentes. ‘Ninguém pode dizer que tem Deus como Pai, se não tem a Igreja como Mãe’ [são Cipriano]” (n. 181). Então, a fé nasce na Igreja, conduz a essa e vive nessa. Isso é importante recordar. 

Nos começos da aventura cristã, quando o Espírito Santo desce com potência sobre os discípulos, no dia de Pentecoste – como narram os Atos dos Apóstolos(cfr 2, 1-13) – a Igreja nascente recebe a força para implementar a missão confiada pelo Senhor Ressuscitado: difundir em cada canto da terra o Evangelho, a boa nova do Reino de Deus, e conduzir, assim, cada homem ao encontro com Ele, à fé que salva. Os Apóstolos superam todo o medo ao proclamar o que tinham escutado, visto e experimentado pessoalmente com Jesus. Pela potência do Espírito Santo, começam a falar em línguas novas, anunciando abertamente o mistério do qual foram testemunhas. Nos Atos dos Apóstolos nos vem relatado o grande discurso que Pedro pronuncia exatamente no dia de Pentecoste. Ele parte de uma passagem do profeta Joel (3, 1-5), referindo-se a Jesus, e proclamando o núcleo central da fé cristã: Aquele que tinha beneficiado todos, que tinha sido creditado por Deus com milagres e grandes sinais, foi pregado na cruz e morto, mas Deus o ressuscitou dos mortos, constituindo-lhe Senhor e Cristo. Com Ele entramos na salvação definitiva anunciada pelos profetas e quem invocar o seu nome será salvo (cfr At 2,17-24). Escutando estas palavras de Pedro, muitos se sentem pessoalmente desafiados, se arrependem de seus pecados e são batizados recebendo o dom do Espírito Santo (cfr At 2, 37-41). Assim começa o caminho da Igreja, comunidade que leva este anúncio no tempo e no espaço, comunidade que é o Povo de Deus fundado na nova aliança graças ao sangue de Cristo e cujos membros não pertencem a um determinado grupo social ou étnico, mas são homens e mulheres provenientes de toda nação e cultura. É um povo “católico”, que fala línguas novas, universalmente aberto a acolher a todos, além de todos os confins, quebrando todas as barreiras. Diz São Paulo: “Aqui não há grego ou judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre, mas Cristo é tudo em todos” (Col 3,11).

A Igreja, portanto, desde o início é o lugar da fé, o lugar da transmissão da fé, o lugar onde, pelo Batismo, se é imersa no Mistério Pascal da Morte e Ressurreição de Cristo, que nos liberta da escravidão do pecado, nos doa a liberdade de filhos e nos introduz da comunhão com o Deus Trinitário. Ao mesmo tempo, somos imersos na comunhão com os outros irmãos e irmãs de fé, com todo o Corpo de Cristo, retirados do nosso isolamento. O Concílio Ecumênico Vaticano II o recorda: “Deus quis salvar e santificar os homens não individualmente e sem qualquer ligação entre eles, mas quis constituir deles um povo, que o reconhecesse na verdade e fielmente O servisse” (Cost. dogm. Lumen gentium, 9). Recordando ainda a liturgia do Batismo, notamos que, na conclusão das promessas em que expressamos a renúncia ao mal e repetimos “creio” na verdade da fé, o celebrante declara: “Esta é a nossa fé, esta é a fé da Igreja e nós nos glorificamos de professá-la em Cristo Jesus Nosso Senhor”. A fé é virtude teologal, doada por Deus, mas transmitida pela Igreja ao longo da história. São Paulo mesmo, escrevendo aos Coríntios, afirma ter comunicado a eles o Evangelho que por sua vez também ele tinha recebido (cfr 1 Cor 15,3).

Há uma cadeia ininterrupta de vida da Igreja, de anúncio da Palavra de Deus, de celebração dos Sacramentos, que chega a nós e que chamamos de Tradição. Essa nos dá a garantia de que aquilo em que acreditamos é a mensagem original de Cristo, pregada pelos apóstolos. O núcleo do anúncio primordial é o evento da morte e ressurreição do Senhor, do qual decorre todo o patrimônio da fé. Diz o Concílio: "A pregação apostólica, que está expressa de modo especial nos livros inspirados, devia ser repassada com sucessão contínua até o fim dos tempos" (Constituição dogmática. Dei Verbum, 8). Deste modo, se a Sagrada Escritura contém a Palavra de Deus, a Tradição da Igreja a preserva e a transmite com fidelidade, para que os homens de cada época possam ter acesso a seus imensos recursos e se enriqueçam de seus tesouros de graça. Assim, a Igreja, "em sua doutrina, em sua vida e em seu culto transmite a todas as gerações tudo o que ela é, tudo em que acredita" (ibidem).

Gostaria, por fim, de ressaltar que é na comunidade eclesial que a fé pessoal cresce e amadurece. É interessante observar que no Novo Testamento, a palavra "santos" designa os cristãos no seu conjunto e, certamente, não todos tinham as qualidades para ser declarado santo pela Igreja. O que se queria indicar, então, com este termo? O fato de que aqueles que viviam a fé em Cristo ressuscitado eram chamados a se tornar um ponto de referência para todos os outros, colocando-os em contato com a Pessoa e com a Mensagem de Jesus, que revela a face do Deus vivo. E isso vale também para nós: um cristão que se deixa guiar e plasmar pouco a pouco pela fé da Igreja, apesar de suas fraquezas, suas limitações e suas dificuldades, torna-se como uma janela aberta à luz do Deus vivo, que recebe essa luz e a transmite ao mundo. O Beato João Paulo II, na Encíclica Redemptoris missio, afirmava que "a missão renova a Igreja, revigora a fé e a identidade cristã, dá novo entusiasmo e novas motivações. A fé se fortalece se doando. "(n. 2).

A tendência, hoje difundida, de relegar a fé ao âmbito privado, contradiz então, a sua própria natureza. Nós precisamos da Igreja para ter a confirmação da nossa fé e para ter experiência com os dons de Deus: a Sua Palavra, os Sacramentos, o sustento da graça e o testemunho do amor. Assim, o nosso "eu" no "nós" da Igreja poderá ser percebido, ao mesmo tempo, destinatário e protagonista de um evento que o supera: a experiência da comunhão com Deus, que estabelece a comunhão entre as pessoas. Em um mundo onde o individualismo parece regular as relações entre as pessoas, tornando-as sempre mais frágeis, a fé nos chama a ser povo de Deus, a ser Igreja, portadores do amor e da comunhão de Deus para todo gênero humano. (ver Constituição Pastoral. Gaudium et spes, 1). Obrigado pela atenção.

sábado, 20 de outubro de 2012

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AINDA HÁ VAGAS

RETIRO MARIANO
"MARIA ESPELHO DA IGREJA"
Pregador: SANTINI

TODOS SÃO CHAMADOS POR NOSSA SENHORA
PARA ESTAR COM ELA EM SUA CASA
E RECEBER AS GRAÇAS 
QUE ELA MESMO QUER CONCEDER A CADA UM.

" A ALMA QUE ESCOLHE MARIA POR ADVOGADA ESTÁ CERTA DE QUE SUAS PRECES E SEUS PEDIDOS SERÃO SEMPRE ATENDIDOS. JESUS NÃO RECUSA NADA A MARIA."

quinta-feira, 27 de setembro de 2012


VIVEMOS BEM A LITURGIA SOMENTE SE PERMANECEMOS EM ATITUDE DE ORAÇÃO


Catequese de Bento XVI na Audiência Geral de quarta- feira

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 26 de setembro de 2012(ZENIT.org)- Apresentamos a catequese de Bento XVI durante Audiência Geral desta quarta-feira(26) dirigida aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
Nestes meses fizemos um caminho à luz da Palavra de Deus, para aprender a rezar de modo sempre mais autêntico, olhando para algumas grandes figuras do Antigo Testamento, dos Salmos, das Cartas de São Paulo e do Apocalipse, mas sobretudo, olhando para a experiência única e fundamental de Jesus, no seu relacionamento com o Pai celeste. Na verdade, somente em Cristo o homem se torna capaz de unir-se a Deus com a profundidade e a intimidade de um filho no confronto de um pai que o ama, somente  Nele podemos nos voltar com toda a verdade a Deus chamando-O afetuosamente “Abbá, Pai”. Como os Apóstolos, também nós repetimos nestas semanas e repetimos a Jesus hoje: “Senhor, ensinai-nos a rezar” (Lc 11,1).
Além disso, para aprender a viver ainda mais intensamente a relação pessoal com Deus, aprendemos a invocar o Espírito Santo, primeiro dom do Ressuscitado aos que crêem, porque é Ele que “vem em auxílio à nossa fraqueza: nós não sabemos como rezar de modo conveniente” (Rm 8,26), diz São Paulo, e nós sabemos como ele tem razão.
A esse ponto, depois de uma longa série de catequeses sobre oração na Escritura, podemos nos perguntar: como posso eu deixar-me formar pelo Espírito Santo e assim tornar-me capaz de entrar na atmosfera de Deus, de rezar com Deus? Qual é esta escola na qual Ele me ensina a rezar, vem em auxílio ao meu esforço de dirigir-me de modo justo a Deus? A primeira escola para a oração – como vimos nestas semanas – é a Palavra de Deus, a Sagrada Escritura. A Sagrada Escritura é um permanente diálogo entre Deus e o homem, um diálogo progressivo no qual Deus se mostra sempre mais próximo, no qual podemos conhecer sempre melhor a sua face, a sua voz, o seu ser; e o homem aprende a aceitar o conhecer a Deus, a falar com Deus. Então, nestas semanas, lendo a Sagrada Escritura, buscamos, da Escritura, deste diálogo permanente, aprender como podemos entrar em contato com Deus.
Há ainda um outro precioso “espaço”, uma outra preciosa “fonte” para crescer na oração, uma fonte de água viva em estreitíssima relação com a anterior. Refiro-me à liturgia, que é um âmbito privilegiado no qual Deus fala a cada nós, aqui e agora, e espera a nossa resposta.
O que é a liturgia? Se abrirmos o Catecismo da Igreja Católica – subsídio sempre precioso, direi indispensável – podemos ler que originalmente a palavra “liturgia” significa “serviço da parte do povo e em favor do povo” (n. 1069). Se a teologia cristã tomou esta palavra do mundo grego, o fez obviamente pensando no novo Povo de Deus nascido de Cristo que abriu os seus braços na Cruz para unir os homens na paz do único Deus. “Serviço em favor do povo”, um povo que não existe por si só, mas que se formou graças ao Mistério Pascal de Jesus Cristo. De fato, o Povo de Deus não existe por laços de sangue, de território, de nação, mas nasce sempre da obra do Filho de Deus e da comunhão com o Pai que Ele nos concede.
O Catecismo indica também que “na tradição cristã (a palavra “liturgia”) quer dizer que o Povo de Deus participa da obra de Deus” (n. 1069), porque o povo de Deus como tal existe somente por obra de Deus.
Isso nos recordou o próprio desenvolvimento do Concílio Vaticano II, que iniciou seus trabalhos, cinquenta anos atrás, com a discussão do esquema sobre a sagrada liturgia, solenemente aprovado em 4 de dezembro de 1963, o primeiro texto aprovado pelo Concílio. Que o documento sobre a liturgia fosse o primeiro resultado da assembleia conciliar, talvez tenha sido considerado por alguns um acaso. Entre tantos projetos, o texto sobre a sagrada liturgia parecia ser aquele menos controverso, e, por isso mesmo, capaz de constituir uma espécie de exercício para aprender a metodologia do trabalho conciliar. Mas sem dúvida alguma, o que à primeira vista pode parecer um acaso, demonstrou-se como a escolha mais certa, também a partir da hierarquia dos temas e das tarefas mais importantes da Igreja. Iniciando, de fato, com o tema da “liturgia” o Concílio trouxe à luz de modo muito claro o primado de Deus, a sua prioridade absoluta. Antes de tudo Deus: por isso mesmo nos diz a escolha conciliar de partir da liturgia. Onde o olhar sobre Deus não é determinante, todas as outras coisas perdem a sua orientação. O critério fundamental para a liturgia é a sua orientação para Deus, para poder assim participar de sua própria obra.
Mas podemos nos questionar: qual é esta obra de Deus à qual somos chamados a participar? A resposta que nos oferece a Constituição conciliar sobre a sagrada liturgia é aparentemente dupla. O número 5 nos indica, de fato, que a obra de Deus são as suas ações históricas que nos levam à salvação, culminada na Morte e Ressurreição de Jesus Cristo; mas no número7 aprópria Constituição define a própria celebração da liturgia como “obra de Cristo”. Na verdade, esses dois significados são inseparavelmente ligados. Se nos perguntarmos quem salva o mundo e o homem, a única resposta é: Jesus de Nazaré, Senhor e Cristo, crucificado e ressuscitado. E onde se torna atual para nós, para mim hoje o Mistério da Morte e Ressurreição de Cristo, que traz a salvação? A resposta é: na ação de Cristo através da Igreja, na liturgia, em particular no Sacramento da Eucaristia, que torna presente a oferta do sacrifício do Filho de Deus, que nos redimiu; no Sacramento da Reconciliação, no qual se passa da morte do pecado à vida nova; e nos outros sacramentos que nos santificam (cfr Presbyterorum ordinis, 5). Assim, o Mistério Pascal da Morte e Ressurreição de Cristo é o centro da teologia litúrgica do Concílio.
Façamos outro passo adiante e perguntemo-nos: de que modo se torna possível esta atualização do Mistério Pascal de Cristo? O beato Papa João Paulo II, 25 anos após a Constituição Sacrosanctum Concilium, escreveu: “Para atualizar o seu Mistério Pascal, Cristo está sempre presente na sua Igreja, sobretudo nas ações litúrgicas. A liturgia é, por consequência, o lugar privilegiado do encontro dos cristãos com Deus e com aquele que Ele enviou, Jesus Cristo (cfr Gv 17,3)” (Vicesimus quintus annus, n. 7). Nessa mesma linha, lemos no Catecismo da Igreja Católica assim: “Cada celebração sacramental é um encontro dos filhos de Deus com o seu Pai, em Cristo e no Espírito Santo, e tal encontro se apresenta como um diálogo, através de ações e palavras” (n. 1153). Portanto, a primeira exigência para uma boa celebração litúrgica é que seja oração, diálogo com Deus, antes de tudo escuta e então resposta. São Bento, em sua “Regra”, falando da oração dos Salmos, indica aos monges: mens concordet voci, “que a mente concorde com a voz”. O Santo ensina que na oração dos Salmos as palavras devem preceder a nossa mente. Geralmente não acontece assim, primeiro devemos pensar e depois de ter pensado, se converte em palavra.
Mas aqui, na liturgia, é o inverso, a palavra precede. Deus nos deu a palavra e a sagrada liturgia nos oferece as palavras; devemos entrar no interior das palavras, nos seus significados, acolhê-las em nós, colocar-nos em sintonia com estas palavras; assim nos tornamos filhos de Deus, semelhantes a Deus. Como recorda o Sacrosanctum Concilium, para garantir a plena eficácia da celebração “é necessário que os fiéis se aproximem da sagrada liturgia com reta disposição de espírito, colocando o próprio espírito em consonância com a própria voz e cooperar com a graça divina para não recebê-la em vão” (n. 11). Elemento fundamental, primordial, do diálogo com Deus na liturgia, é a concordância entre o que dizemos com os lábios e o que trazemos no coração. Entrando nas palavras da grande história da oração nós mesmos seremos conformes ao espírito destas palavras e nos tornamos capazes de falar com Deus.
Nesta linha, gostaria apenas de mencionar um momento que, durante a própria liturgia, nos chama e nos ajuda a encontrar tal concordância, este conformar-se ao que escutamos, dizemos e fazemos na celebração da liturgia. Refiro-me ao convite que faz o Celebrante antes da Oração Eucarística: “Sursum corda”, elevamos nossos corações fora do emaranhado de nossas preocupações, de nossos desejos, de nossas angústias, de nossas distrações. O nosso coração, o íntimo de nós mesmos, deve abrir-se docilmente à Palavra de Deus e recolher-se na oração da Igreja, para receber sua orientação em direção a Deus pelas próprias palavras que escuta e diz. O olhar do coração deve dirigir-se ao Senhor, que está no meio de nós: é uma disposição fundamental.
Quando vivemos a liturgia com esta atitude de fundo, o nosso coração é como retirado da força da gravidade, que o atrai para baixo, e eleva-se interiormente em direção ao alto, em direção a verdade, ao amor, em direção a Deus. Como recorda o Catecismo da Igreja Católica: “A missão de Cristo e do Espírito Santo que, na Liturgia sacramental da Igreja, anuncia, atualiza e comunica o Mistério da salvação, prossegue no coração que reza. Os Pais da vida espiritual às vezes comparam o coração a um altar” (n. 2655): altare Dei est cor nostrum.
Caros amigos, celebramos e vivemos bem a liturgia somente se permanecemos em atitude de oração, não se queremos “fazer qualquer coisa”, para nos fazer ver ou agir, mas se voltamos o nosso coração a Deus e estamos em atitude de oração nos unindo ao Mistério de Cristo e ao seu diálogo de Filho com o Pai. O próprio Deus nos ensina a rezar, afirma São Paulo (cfr Rm 8,26). Ele mesmo nos deu as palavras adequadas para nos dirigirmos a Ele, palavras que encontramos no Livro dos Salmos, nas grandes orações da sagrada liturgia e na própria Celebração eucarística. Rezemos ao Senhor para sermos cada dia mais conscientes do fato de que a Liturgia é ação de Deus e do homem; oração que vem do Espírito Santo e de nós, inteiramente voltada ao Pai, em união com o Filho de Deus feito homem (cfr Catecismo da Igreja Católica, n. 2564). Obrigado.
Ao final, o  Santo Padre dirigiu a seguinte saudação em português:
Queridos peregrinos de língua portuguesa, a todos vós dirijo uma calorosa saudação! Particularmente, saúdo os membros da Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém e todos os grupos vindos do Brasil. Tende por centro da vossa vida de oração a liturgia, que vos une ao Mistério de Cristo e ao Seu diálogo com o Pai, procurando que concordem as palavras de vossos lábios com os sentimentos do coração. E que desça sobre vós as bênçãos de Deus.
(Trad.MEM)